Rich countries signal with only short-term climate funds

By: Daniela Chiaretti on December 16th, 2009

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COPENHAGEN–As UN talks stumble toward their second week here in the Danish capital, the largest hurdle remains for achieving an international climate agreement : lack of money committed to the challenge of reducing carbon pollution and helping poor countries cope with expected destruction as the planet warms.

The story in Portuguese follows.

O maior impasse de um acordo internacional do clima já apareceu no primeiro dia da CoP-15, a conferência das Nações Unidas que começou ontem, em Copenhague: a falta de recursos financeiros que dêem conta do desafio de conter e se adaptar às mudanças climáticas.

Ontem só se falava da opção “fast start”, uma espécie de fundo rápido e ágil que ajude os países mais pobres e mais vulneráveis às mudanças climáticas a se adaptar às enchentes, secas, quebras de safra e outros desastres. Este fundo teria 10 bilhões de euros e viria de cofres públicos dos países ricos. O dinheiro já estaria disponível em 2010.

O Financial Times Deutschland publicou no domingo que a União Europeia estaria pronta a colocar entre 1 bilhão de euros a 3 bilhões de euros no tal “fast start”. O problema é que este volume de recursos é patético frente às estimativas de US$ 100 bilhões (do Banco Mundial) a US$ 200 bilhões (da ONG Oxfam) ao ano que seriam necessários para adaptação e mitigação dos gases-estufa.

“Um dos problemas da CoP-15 é que falta engajamento dos países industrializados no financiamento de ações dos países em desenvolvimento, seja em adaptação à mudança do clima, seja na redução das emissões de gases-estufa”, diz o embaixador extraordinário de mudanças climáticas Sergio Serra. Ele lembra a frase da ministra do meio ambiente da Dinamarca, Connie Hedegaard, agora também presidente da CoP-15: “No money, no deal”. Sem dinheiro, não há acordo.

Se o pacote financeiro não sair, é possível que também não saia o mecanismo de redução de emissões relacionado com florestas conhecido por Redd. Tratam-se de tópicos que são discutidos separadamente na CoP-15, mas que estão intimamente ligados. Além disso, o Brasil não vê com bons olhos acertar a proteção das florestas antes que os países ricos definam metas mais ambiciosas de emissão e coloquem os recursos financeiros sobre a mesa. Se isto não ocorrer simultaneamente, os países com floresta perdem o poder de barganha para outros temas críticos no acordo.

Enquanto o dinheiro não sai, a pressão da Europa sobre os Estados Unidos continua. “O final do jogo será apresentado pelos Estados Unidos e China”, disse o ministro do meio ambiente sueco Andreas Carlgren. “É importante o que eles já apresentaram, mas quando as propostas são analisadas, percebe-se que com elas ainda não reduziremos as emissões a ponto de conseguir ficar no aumento de 2ºC em 2100”, prosseguiu, falando em nome de todos os ministros ambientais europeus.

Em seguida o europeu distribuiu suas alfinetadas. “Pode-se ver que a curva de emissões dos EUA tende a ir para baixo, o que é promissor. Mas ainda digo que a meta é muito baixa.” Carlgren sugeriu que os EUA aumentem sua proposta com uma compensação internacional pelas emissões domésticas e invistam no combate ao desmatamento. “Os EUA poderiam fazer muito mais”. Seria uma ação adicional ao que os EUA fizerem de corte de emissões dentro de seu próprio território, adotando tecnologias mais limpas, esclareceu Arthur Runge-Metzger, diretor da área de clima da União Europeia.

Depois as farpas foram lançadas à China. “Parece que, em algumas circunstâncias, a proposta da China pode significar um aumento das suas emissões. E isto, é claro, não está nas ambições globais.” É verdade que, se a China crescer ao ritmo que vem vindo, sua proposta de corte de emissões pode representar um aumento de 130%. “A questão, neste momento, não é esta”, rebate um diplomata do G-77, o grupo dos países em desenvolvimento mais a China. “A China não tem como reduzir suas emissões agora, elas vão crescer. A questão é evitar que elas cresçam 300%.”

China e Estados Unidos respondem por metade das emissões do planeta, lembrou o ministro do meio ambiente sueco. O que ele não disse é o que incomoda aos europeus: que os dois países, que também são as maiores economias do planeta, tenham compromissos de cortes de emissão mais brandos do que outros países ricos e, assim, produzam de maneira mais barata e competitiva.

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