Big businesses demand deep cuts in climate pollution
No commentsUN climate change talks in Poland were surprised this week by a call from 140 companies to make deep cuts in greenhouse gas emissions. Sounding more like radical NGOs than businesses, the group of companies from several industrialized countries and China — including Shell and Unilever — demanded sharp and rapid cuts in emissions: 50 percent to 80 percent by 2050.
Poznan—As 190 delegações presentes na conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas foram surpreendidas ontem com o comunicado de um grupo de líderes de 140 empresas espalhadas pelo mundo onde se lia “Precisamos adotar cortes rápidos e profundos nas emissões de gases do efeito-estufa”. Adotando um discurso de vanguarda e alinhado em vários pontos aos das ONGs mais radicais, os empresários dizem que estão dispostos a se adequar a decisões de cortes de 50% a 85% em 2050.
O comunicado do Corporate Leaders Group on Climate Change é assinado por presidentes e diretores de empresas da Austrália, China, Europa, Japão, Estados Unidos, América do Sul, Canadá. Estão ali a seguradora Allianz e a Deutsche Telekom, a Philips, a Rolls-Royce, a Shell, a Unilever, a Virgin. Assinam também executivos da Nike, Kodak e Yahoo, nos EUA. Existem três empresas chinesas (Ryle Technology, Shangai Eletric e Suntech), a japonesa Ricoh. “Estamos sinalizando aos governos que eles podem e devem tomar as decisões necessárias”, diz Harry Verhaar, diretor sênior de energia e mudança climática da Philips Lighting, um projeto global da empresa para promover a iluminação mais eficiente no mundo. “É muito importante que se consiga um acordo mundial para enfrentar as mudanças climáticas. O planeta vai aquecer, não temos tempo.” O comunicado pontua uma proposta de negociação aos governos. O acordo tem que estabelecer um caminho de reduções de emissões de longo prazo, para o período de 2010 a 2050. As metas terão que se guiar pelo o que diz a Ciência, “para garantir que as concentrações globais de gases-estufa sejam estabilizadas abaixo dos níveis críticos”. Pelo documento, os países desenvolvidos têm que tomar a dianteira em cortes imediatos profundos e dar o exemplo de como crescer em economias de baixo carbono. Os em desenvolvimento, por seu turno, têm que fazer sua parte com planos de redução de emissões. Economias emergentes, sugere o comunicado, “deveriam desenvolver fortes ações setoriais para adotar compromissos adequados em 2020”. Os empresários também pedem “medidas para formar um mercado robusto” de carbono e a revisão do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), para facilitar o apoio financeiro e tecnológico aos países em desenvolvimento. Outro ponto do manifesto fala na necessidade de se ter uma estratégia de adaptação aos efeitos da mudança climática para ajudar os países pobres mais vulneráveis e apóiam mecanismos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD). “Na conferência de Poznan, pedimos que os países concordem num plano de ação para o último ano das negociações”, diz o comunicado, para que se chegue a um acordo no encontro de Copenhague, em dezembro de 2009. Verhaar reconhece que a crise financeira é um risco para que o processo de decisões fique muito vagaroso. “Mas é preciso reconhecer que a energia atual também é muito cara e tem impacto sobre a economia”, continua. “As empresas que não seguirem este caminho vão desaparecer no futuro” acredita Verhaar. “A crise climática é tão imensa que não pode ser resolvida só pelos governos. Temos que estar todos juntos nisso, governos, empresários, ambientalistas.”

