$2 billion for Brazil projects, including climate — World Bank

By: Daniela Chiaretti on December 12th, 2008

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Brazil will receive USD 2 billion in loans from the World Bank, part of which is meant for climate change projects, a Bank official said during climate change talks in Poland. The final details of the loan are still under consideration, but will likely include money to fight deforestation in the Amazon and for disaster preparedness in the Northeast.

Falta a aprovação final, mas o Banco Mundial (Bird) deve emprestar US$ 2 bilhões ao Brasil para que o país enfrente os efeitos das mudanças do clima. O dinheiro pode aterrissar no Ministério do Meio Ambiente e no BNDES em fevereiro. Segundo o ministro Carlos Minc, que chegou ontem à Polônia, os recursos podem ajudar a evitar o desmatamento na Amazônia, a adaptar o Nordeste à aridez e também na produção de estudos de vulnerabilidade que ajudem a evitar tragédias como as provocadas pelas chuvas em Santa Catarina.

O Banco Mundial lançou em Poznan o seu relatório anual sobre América Latina e Caribe totalmente voltado às mudanças climáticas, o impacto delas na região e o potencial regional para ajudar no combate ao aquecimento global. A região, segundo o estudo, responde por apenas 6% das emissões globais de gases-estufa relacionados ao setor energético e 12% se forem consideradas todas as fontes, incluindo desmatamento e agricultura.

Os impactos da mudança do clima já são evidentes na América Latina e no Caribe. Os danos provocados pelos furacões aumentarão de 10% a 26% para cada meio grau Celsius de aquecimento do mar. O desaparecimento das geleiras nos Andes deixará 77 milhões de pessoas convivendo com escassez de água em 2020. A produtividade agrícola na América do Sul pode cair, em 2100, entre 12% a 50%, e os desastres naturais (tempestades, secas e enchentes), custam, em média, 0,6% do PIB nos países afetados. No México, 30% a 85% das fazendas podem zerar a produtividade em 2100.

“Em Bali começamos a pensar em uma nova estratégia de abordar as mudanças climáticas no Banco”, diz Kathy Sierra, chefe do departamento de desenvolvimento sustentável do Banco Mundial. O caminho que a instituição financeira enxerga para transformar as economias latinas e caribenhas em economias de baixo carbono “aumentará a competitividade da região, especialmente se a fronteira tecnológica mundial se deslocar em direção à redução de emissões”, diz o estudo.

O estudo faz o lobby verde da região: elenca o potencial brasileiro em crescer com hidroeletricidade, etanol e biodiesel. Diz que políticas de transporte que protegem o ambiente acontecem em Curitiba e Bogotá e que a Argentina promove o avanço do uso de energias renováveis em terras rurais.

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