More rain in Southern Brazil, less rain in the Amazon
No commentsThere will be less rain in the Amazon and in the Northeast regions of Brazil and more rain in the South, says a new study revealed today at COP15.
Brazilian and British scientists united their computer models to predict the effects of climate change in 3 of the main river basins in Brazil: the Amazon, the São Francisco and the Paraná/Prata.
The research also shows that by the year 2080, in the worst case scenario, there will be a decrease of 40% of rain in the Amazon region, decrease of 47% in the Northeast and increase of 7% in the South.
Mais chuvas no sul do Brasil, menos chuvas na Amazônia e no nordeste
Estudo divulgado na COP15 indica que o aumento de temperatura no país poderá ser 20% superior em relação à média mundial
Se os gaúchos não aguentam mais tanta chuva, um estudo inédito divulgado ontem durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, deve desanimar ainda mais a população do Estado.
Devido ao aquecimento global, nas próximas sete décadas haverá mais secas na Amazônia e no Nordeste e precipitações até 7% maiores em parte da Região Sul, em relação à média de 1961-1990. Além disso, a elevação da temperatura no Brasil poderá ser 20% superior à média mundial de aumento.
O estudo foi feito por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE) e pelo conceituado Centro Hadley, ligado à agência de meteorologia do governo britânico, o Met Office. Foram analisados três cenários e, em todos eles, está prevista uma grande redução das chuvas no país, com exceção da Região Sul.
Segundo os cientistas, o aquecimento das águas dos oceanos Pacífico e Atlântico deve modificar todo o regime de precipitações e ventos na América do Sul. A bacia dos rios do Paraná e da Prata, que inclui parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ficará mais chuvosa até 2080: entre 2% e 7%.
Os maiores prejudicados, porém, devem ser os moradores do sertão nordestino. A região do Rio São Francisco poderá ter as chuvas reduzidas pela metade, no cenário mais pessimista. A região amazônica também terá prejuízos, com redução drástica nas chuvas. Com menos umidade e mais calor, a vegetação deve começar a morrer. O círculo vicioso continuará: com menos árvores, diminui a evaporação.
– As florestas fazem uma espécie de reciclagem da chuva, devolvendo a umidade à atmosfera. Se a floresta é desmatada, também vai diminuir o volume de chuvas – explica Richard Betts, do Centro Hadley.
Os estudos feitos nos computadores britânicos, em conjunto com as pesquisas brasileiras, mostram que, se a temperatura do planeta aumentar impressionantes 5,5ºC até 2080, no Brasil a situação será ainda pior: crescimento de 6,6ºC.

