More rain in Southern Brazil, less rain in the Amazon

By: Gustavo Bonato on December 14th, 2009

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There will be less rain in the Amazon and in the Northeast regions of Brazil and more rain in the South, says a new study revealed today at COP15.

Brazilian and British scientists united their computer models to predict the effects of climate change in 3 of the main river basins in Brazil: the Amazon, the São Francisco and the Paraná/Prata.

The research also shows that by the year 2080, in the worst case scenario, there will be a decrease of 40% of rain in the Amazon region, decrease of 47% in the Northeast and increase of 7% in the South.

Mais chuvas no sul do Brasil, menos chuvas na Amazônia  e no nordeste

Estudo divulgado na COP15 indica que o aumento de temperatura no país poderá ser 20% superior em relação à média mundial

Se os gaúchos não aguentam mais tanta chuva, um estudo inédito divulgado ontem durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, deve desanimar ainda mais a população do Estado.

Devido ao aquecimento global, nas próximas sete décadas haverá mais secas na Amazônia e no Nordeste e precipitações até 7% maiores em parte da Região Sul, em relação à média de 1961-1990. Além disso, a elevação da temperatura no Brasil poderá ser 20% superior à média mundial de aumento.

O estudo foi feito por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE) e pelo conceituado Centro Hadley, ligado à agência de meteorologia do governo britânico, o Met Office. Foram analisados três cenários e, em todos eles, está prevista uma grande redução das chuvas no país, com exceção da Região Sul.

Segundo os cientistas, o aquecimento das águas dos oceanos Pacífico e Atlântico deve modificar todo o regime de precipitações e ventos na América do Sul. A bacia dos rios do Paraná e da Prata, que inclui parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ficará mais chuvosa até 2080: entre 2% e 7%.

Os maiores prejudicados, porém, devem ser os moradores do sertão nordestino. A região do Rio São Francisco poderá ter as chuvas reduzidas pela metade, no cenário mais pessimista. A região amazônica também terá prejuízos, com redução drástica nas chuvas. Com menos umidade e mais calor, a vegetação deve começar a morrer. O círculo vicioso continuará: com menos árvores, diminui a evaporação.

– As florestas fazem uma espécie de reciclagem da chuva, devolvendo a umidade à atmosfera. Se a floresta é desmatada, também vai diminuir o volume de chuvas – explica Richard Betts, do Centro Hadley.

Os estudos feitos nos computadores britânicos, em conjunto com as pesquisas brasileiras, mostram que, se a temperatura do planeta aumentar impressionantes 5,5ºC até 2080, no Brasil a situação será ainda pior: crescimento de 6,6ºC.

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